Au Pair

O programa

Basicamente você vai morar com uma host family e vai cuidar das crianças deles e em troca irá receber um salário, casa e comida. Justo, não? E fica melhor, a agência paga a sua passagem de ida e volta (a volta só conta se você concluir o programa, se quiser vir pra casa antes tem que bancar você mesmo), o seu seguro saúde e você tem que fazer um curso durante sua estadia (a família te dá uma bolsa de US$500,00).
Os salários são semanais e tabelados. A família tem que disponibilizar um quarto só seu (não necessariamente o banheiro). Você geralmente tem que ajudar nas tarefas domésticas pelo simples fato de morar com eles, mas você não é doméstica. A carga horária semanal é de 45h e você tem direito a um dia e meio de folga (não tendo que ser no final de semana) e a um final de semana inteirinho off no mês. Também tem direito a 10 dias de férias pagas no ano e um mês de Grace Period.


É uma ótima opção de intercâmbio para quem não tem dinheiro (tipo eu) e quer aproveitar muito e ainda sim juntar uma graninha. Se gostar muito do programa não é preciso ir embora depois de um ano, você pode estender seu au pair por mais 6, 9 ou 12 meses (com a mesma família ou outra).
Se chegar lá e você não quiser ficar com eles, ou eles não quiserem você vocês passam pelo rematch onde a agência procura uma nova host family pra você e uma nova au pair para eles.
Apesar de parecer de graça ainda existem alguns custos, você tem que pagar uma taxa de inscrição para a terceirizada, todas as suas despesas de visto e a viagem até a cidade que a agência marca sua passagem (geralmente São Paulo e Rio de Janeiro).
Infelizmente no Brasil só podem se candidatar meninas que tenham entre 18 e 26 anos, que não sejam nem casadas ou mães. E você deve ter o suficiente de inglês para passar pelo processo seletivo.

Por onde começar?

O melhor lugar para fazê-lo é nos EUA, pois lá é o único país que reconhece isto como profissão e tem agências especializadas no assunto. As três maiores são Au Pair Care (a minha), Au Pair In America e Cultural Care.
Estas agências tem terceiros que as representam no Brasil. Se você entrar no site delas e procurar os representantes vai ver quais estão mais perto de você. Sinceramente não exite a melhor ou pior, são exatamente iguais em questões de direitos, deveres, salário, processo seletivo, etc. Todas estas das quais listei são grandes, conhecidas e estão em todo os EUA. Então, fique a vontade para escolher.
Porém já conheci pessoas que o fizeram para a Europa e deu tudo certo. Mas aí, elas foram por conta. Encontraram uma família que precisava, combinaram e pronto.

O processo seletivo

Escolheu a agência, pagou as taxas e agora é só começar. Você vai criar um perfil no site da agência (tudo isto vai ser passado pra você por eles, não se preocupe). Lá você conta sobre si, o que gosta de fazer, coloca suas preferências regionais, de família (se você tem preconceito com alguma religião, tipo de formação familiar, etc.), o que estuda ou trabalha, pode postar fotos e até um vídeo (ele adoram ver o vídeo, valoriza muito o perfil). Aí você espera.
As famílias que entram em contato contigo. Só é possível acessar o perfil delas se elas mostrarem interesse no seu. Uma vez que você viu o perfil de uma família e gostou, você parte para entrevista por Skype. Vocês combinam e conversam.


Dica: pergunte tudo tudo tudo o que quiser saber, você vai passar o ano todo com eles, é melhor saber bem onde vai se meter. E não minta, eles tem que te querer por quem você é e o que você tem a oferecer.
Se der tudo certo você escolhe a família e cria-se o match. Este processo pode levar meses ou apenas semanas, depende de você, deles e do tempo que levará para encontrar a combinação perfeita.
Quem dá a palavra final é a au pair. Uma vez que o match foi feito, você entra no processo de pré embarque: visto, malas, despedidas, etc.

Au Pair Academy

Quando as au pairs chegam nos EUA, não vão direto para a casa da host family, vão para Au Pair Academy. Isto é, uns dias que você e todas os outros au pairs que chegaram na sua data ficam em Nova Iorque para receberem treinamento.
É tudo incluso. Ficam todos num hotel tendo treinamento o dia todo e a noite tem alguns passeios por NYC. É super interessante e válido para entender como funciona a cultura que você irá fazer parte e como lidar com crianças que estão crescendo nela.
Existem várias atividades que todos participam, na minha classe foram mais de 200 pessoas do mundo todo. Conheci muita gente e a agência já te aloca no quarto ou andar com pessoas que vão pra mesma região que você (para já ir criando o circulo de amizade).

Comunidade Au Pair

Antes de me tornar uma, nem tinha noção que esta história de au pair existia. Depois me que tornei uma parecia que isso já fazia parte da minha vida desde sempre. Quando você chegar na sua cidade, irá conhecer a sua area director, a pessoa que vai tomar conta do seu programa e garantir que você está recebendo tudo de acordo com o combinado.


Todos os meses são organizadas reuniões, em pontos turísticos da cidade. A ideia é eles poderem conversar com você neste meio tempo, o grupo fazer algo diferente e divertido e apresentar os novos integrantes. Além disso eles fazem algumas visitas a sua casa para verificar tudo e bater um papo com a host family e você junto.

Gabi como Au Pair

Eu fui au pair em 2012/2013 em Seattle, WA. Cuidei de duas crianças, o Victor, na época com 7 anos e o Benito, que nasceu dois meses depois que eu cheguei.
Eu amei ser au pair deles. Desde então já os visitei duas vezes, mando e-mail e presentinhos todos Natais e aniversários.
Uma peculiaridades do meu programa é que o Victor tem paralisia cerebral e não anda, fala ou sequer mexe alguma parte do corpo voluntariamente. Eu o escolhi, você poderá escolher a situação com que se sente confortável.
Eu sem querer marquei no meu perfil que aceitaria special needs e a família acabou entrando em contato comigo. Eu fiquei com medo de aceitar pois não tenho formação em nada da área de saúde ou pedagogia. Mas eu me apaixonei por ele desde a primeira vez que li a história dos Leeman e vi as fotos. Depois fui descobrir que ele, na verdade, já tinha toda gama de profissionais possível a sua disposição, ele precisava mesmo era de um amigo. E foi o que nós nos tornamos, best buddies.

    A família sempre me deixou muito a vontade para fazer as coisas que eu precisava ou para eu me expressar quando encontrasse dificuldade com algo ou não conseguisse passar por certas coisas com o Victor. De resto foi tranquilo, eu entrei na rotina deles e foi muito mais fácil do que eu imaginei. Eu fui para os EUA pensando em aprender inglês e eu garanto que isso foi a última das coisas importantes que eu aprendi lá.
    Eu fiquei só um ano, mas tive tempo de sobra para fazer amigos inesquecíveis que eu até hoje mantenho contato e os visito (ou sou visitada por eles), conhecer muito dos EUA e ir para a Europa por um mês depois que terminei o programa, vivenciar todas as lindas tradições americanas, comprar muitas roupas e coisas novas e legais, para mudar completamente minha vida e pessoa que eu era antes de tudo isto.
    Dica: algumas coisas que eu sempre digo pra quem quer/ vai fazer o programa:
    • Eu escolhi o lugar que escolhi por ser um lugar que não tem comunidade brasileira. Se você vai para um lugar onde existe mercado, padaria, restaurante, etc. brasileiro, irá acabar caindo no vício de ir a estes estabelecimentos em vez dos americanos. Concordo ser mais fácil comprar, não se exige muito para pensar e terá o que você conhece e ama comer. Mas espera aí, o ponto desta brincadeira toda não foi você ir conhecer o diferente e aprender a falar inglês? Então vá pra uma cidade que você irá realmente fazer isso.
    • Muitas vezes a agência terceirizada tentará vender como se o curso que você ganha fosse o centro da experiência toda. Não é! O centro da experiência toda é você cuidar de crianças. O resto é complementar. Então tenha isto em mente.
    • O curso não tem que ser necessariamente de inglês. Eu fiz aula de desenho, pois não tinha horário para fazer outra coisa e quando comecei a procurar cursos, meu inglês já estava muito avançado para o English as a Second Language (ESL) e sairia muito caro encontrar um curso de inglês que não fosse este. US$500,00 parece ser muito mas a educação nos EUA é muito cara. Então saiba que você pode acabar não fazendo o curso que queria ou tinha planejado. O curso pode ser literalmente qualquer coisa (desde aulas de história a aulas de sapateado, cabeleireiro, etc.), desde que você atinja o número de créditos ou uma quantidade de horas sala de aula equivalentes ao exigido e que seja assinado por uma instituição de ensino de qualquer natureza.
    • Mesmo sem o curso de inglês é possível aprender a língua (meu caso). Depende da sua dedicação e empenho para o mesmo, como tudo na vida.









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